Introdução
ao Tratamento Homeopático
Noções Básicas para Orientação
de Pacientes
O
tratamento homeopático se faz através de um “processo
de cura”, que ocorre no organismo do paciente e sobre o qual
nós, médicos, não temos um controle absoluto.
Se o próprio paciente puder entender esse processo, e portanto,
colaborar com o tratamento, melhor poderemos conduzi-lo. Para facilitar
esse entendimento, escrevemos este manual em forma de perguntas
e respostas simples e resumidas. Leia com atenção
e se persistirem dúvidas, escreva ou venha para que possamos
conversar sobre elas.
| O
que é saúde? |
| E
doença, o que é? |
| Por
que essa reação pode acontecer de formas tão
variadas? |
| Então
como adoecemos? |
| O
que faz uma tendência genética aflorar? |
| A
doença começa no corpo energético, ou no
corpo físico? |
| Mas
às vezes adoecemos por tomarmos um vento frio, ou por
calor excessivo. |
| Então
esses fatos podem destruir a saúde de uma pessoa? |
| Mas
podemos sentir emoções negativas sem adoecer? |
| E
pode o desequilíbrio permanecer só no corpo energético,
sem atingir o físico? |
| E
quando a doença já atingiu a estrutura anatômica
do corpo físico, adianta tratar com homeopatia? |
| E
quando é necessário complementar o tratamento
homeopático com alopatia? |
| Podemos
tomar homeopatia e alopatia ao mesmo tempo? |
| Então
nunca podemos tomar alopatia sem autorização médica? |
| O
que é remédio de fundo? |
| Basta
o remédio de fundo para o nosso tratamento? |
| É
possível tratar um paciente sem receitar o remédio
de fundo? |
| O
remédio de fundo é sempre o mesmo durante toda
a vida? |
| Como
podemos ajudar nessa busca? |
| E
o que é o processo de cura da homeopatia? O que significa
isso? |
| Não
parece muito fácil entender. Dê alguns exemplos. |
| E
o processo de cura tem um fim? É possível se ter
alta em homeopatia? |
| Profundidade
da doença no corpo energético? O que é
isso? |
| O
que são tratamentos supressores? |
| E
o que significa “a forma como as pessoas lidam com as
suas emoções”? Como isso pode interferir
no tratamento? |
| E
nós podemos fazer algo em relação a isso? |
| Precisamos
ter cuidados especiais com os remédios? |
| Então,
para tratarmos nosso corpo energético, usamos energia? |
| O
que devo fazer se ao iniciar o tratamento, ou quando houver
modificação na receita, eu piorar dos sintomas?
|
| Se
depois da melhora os sintomas voltarem, isso significa que o
tratamento voltou à estaca zero? |
| Quando
devo voltar em consulta? |
| Como
eu devo me comunicar com você? |
O
que é saúde?
É
bem-estar físico e mental, resultante da harmonia do organismo,
do equilíbrio de suas energias.
E doença, o que é?
Doença
é a conseqüência da reação do organismo
que está em desequilíbrio, em busca do restabelecimento
da harmonia energética.
Além
do nosso corpo físico, nós temos um “corpo energético”,
que flui dinamicamente, fazendo trocas com o meio ambiente e com
outras pessoas.
Nós
não o vemos, embora possamos senti-lo muitas vezes.
Os pontos
de maior concentração energética do organismo
são chamados chacras, pela medicina oriental. Quando nosso
corpo energético está equilibrado, nosso corpo físico
e mental funciona bem. Quando esse equilíbrio é rompido,
nosso organismo reage tentando readquirir sua harmonia dinâmica,
surgindo então a doença.
Por
que essa reação pode acontecer de formas tão
variadas?
Ao nascermos,
trazemos em nossa bagagem genética, em parte, as doenças
que poderemos ter ao longo da vida. Na maioria das vezes, a nossa
genética determina apenas uma “tendência”
a determinadas doenças, que podem, ou não, vir a se
manifestar. Quando entramos em desequilíbrio, a nossa reação
vai seguir essas tendências, acrescidas das influências
sociais, ocupacionais, culturais etc..
Então
como adoecemos?
Há
doenças que vem “de fora”. Por exemplo, uma queimadura
por exposição excessiva aos raios solares ou um fratura,
que é uma reação ao impacto mecânico
do trauma. A maioria das doenças, porém, vem “de
dentro”. São a manifestação de uma tendência
genética que estava silenciosa e “aflorou”, exteriorizando
seus sintomas. Isso se deve à ativação ou à
inativação de genes, ou ainda a erros nas estruturas
dos genes que são chamados de mutação.
O que faz uma tendência genética
aflorar?
Geralmente
nossas tendências genéticas afloram após passarmos
por uma emoção profunda. Algumas pessoas são
tão sensíveis, que mesmo emoções boas
são capazes de provocar a exteriorização de
sintomas.
A doença começa no corpo energético,
ou no corpo físico?
Depende.
As doenças que vem “de fora” começam no
corpo físico, as “de dentro” surgem primeiramente
no corpo energético. Ao fraturarmos um braço (doença
que vem “de fora”), temos um quadro que começa
no campo físico. Uma asma brônquica (que vem “de
dentro”), para se instalar precisa primeiro de um desequilíbrio
em nível do corpo energético. Mas uma doença
pode começar em qualquer um deles e atingir o outro. O ideal
é que ambos estejam em equilíbrio. Se um deles se
desequilibrar, nós nos sentimos doentes. Por exemplo: quando
fraturamos um braço (uma doença que veio “de
fora” e que atingiu nosso corpo físico) o sofrimento
pode provocar o desequilíbrio do nosso corpo energético,
que por sua vez permitirá que aflore uma tendência
genética que estava latente, fazendo surgir uma outra doença,
como amigdalites de repetição, uma asma brônquica,
hipertensão arterial (que são doenças que vem
“de dentro”).
Mas
às vezes adoecemos por tomarmos um vento frio, ou por calor
excessivo. As amigdalites, por exemplo, são causadas por
bactérias. Como entender nesses casos que a doença
veio “de dentro”?
Nesse
exemplo, o vento frio e o calor excessivo funcionaram como desencadeantes
da doença. Se a pessoa não tiver “tendência”
a adoecer nessas circunstâncias, nada acontecerá. E
que doença surgirá? Aquela que foi geneticamente herdada.
Por exemplo, bronquite, artrite, etc. No caso da amigdalite, convivemos
com bactérias permanentemente. O que faz com que nosso órgão
de choque seja justamente a amígdala, e por que na virada
do tempo para umas pessoas e não para outras? A predisposição
explicaria.
Então esses
fatos podem destruir a saúde de uma pessoa?
Não
exatamente o fato, mas a emoção que o fato gerou:
mágoa, tristeza, insegurança, ciúmes, medo...
Mas
podemos sentir emoções negativas sem adoecer?
Com
certeza! Emoções negativas podem ou não causar
um desequilíbrio energético. E quando causam, muitas
vezes ele se recompõe sozinho, sem ajuda de remédios.
Quantas vezes sentimos que vamos adoecer, mas nenhuma doença
se desenvolve. E quantas vezes chegamos a ter um sintoma passageiro,
que desaparece sem tratamento? É comum vermos uma criança
ter uma febre alta que some sem deixar vestígios, antes que
qualquer coisa seja feita. Essas situações ocorrem
com pessoas saudáveis o suficiente para se recomporem sem
ajuda externa (médicos, remédios). Quando nossa força
vital, a energia do nosso corpo energético, não consegue
se reequilibrar sozinha, aí sim, adoecemos de verdade.
E
pode o desequilíbrio permanecer só no corpo energético,
sem atingir o físico?
Sim.
Esse é um grande problema para a medicina convencional, que
não trata o corpo energético, e que costuma ser facilmente
resolvido com a homeopatia. Podemos ter sintomas sugestivos de doenças,
que não são comprovadas por exames. “Labirintite”
com exame otoneurológico normal, “dor no estômago”
com endoscopia normal, “falta de ar” com exames pulmonares
normais etc.. O médico convencional provavelmente concluirá
tratar-se de um sintoma psicológico e receitará um
calmante, ou não receitará nada, dizendo apenas que
não é nada. E o problema permanecerá sem solução.
Os médicos que lidam como corpo energético através
da homeopatia ou da acupuntura, abordam esses quadros na origem
do problema.
E quando a doença
já atingiu a estrutura anatômica do corpo físico,
adianta tratar com homeopatia?
Certamente.
Muitas vezes podemos resolver muitos problemas estruturais do nosso
corpo, só com homeopatia. Outras vezes precisamos completar
o tratamento homeopático com alopatia ou mesmo cirurgia.
É importante lembrar que cada pessoa reage do seu próprio
jeito, tanto ao adoecer como ao curar. É preciso que o homeopata
fique atento, para indicar outras formas de tratamento, sempre que
necessário.
E
quando é necessário complementar o tratamento homeopático
com alopatia?
Em última
análise, nós nos baseamos na nossa própria
experiência médica para tomarmos a decisão.
Muitas vezes o que parece complicado para o paciente, na verdade
é de fácil manuseio com a homeopatia. Outras vezes
acontece o oposto. O paciente que procura tratamento homeopático
não deve recusar-se a tomar um remédio alopático.
É preciso confiar na decisão do seu médico.
Podemos
tomar homeopatia e alopatia ao mesmo tempo?
Sim,
desde que com critério. Acredita-se que alguns remédios
alopáticos interferem no efeito da homeopatia (a cortisona,
os antiinflamatórios, a cânfora...). Outros não
interferem diretamente, mas vão dificultar a interpretação
da resposta orgânica ao uso da homeopatia (“será
que o paciente melhorou porque já descobri seu remédio
de fundo ou terá sido a alopatia que o levou a melhorar?”).
A decisão de receitar alopatia combinada com homeopatia deve
ser do médico. Quando você achar que precisa tomar
alopatia, pergunte durante a consulta, ou por telefone, se você
pode fazê-lo. Por outro lado, remédio alopático
receitado não deve ser interrompido sem a nossa concordância.
Então
nunca podemos tomar alopatia sem autorização médica?
Nem parar com uma medicação que achamos que está
nos fazendo mal?
Aconselhamos
que o paciente nunca se auto medique. Na nossa ausência, siga
a orientação do outro médico, mesmo que ele
não seja homeopata. Se não conseguir nos encontrar,
use o bom senso.
O
que é remédio de fundo?
É
o mais importante do tratamento. É aquele que preenche suas
características mais importantes, tanto nos aspectos psíquicos,
como na forma de funcionamento orgânico. Com ele nós
equilibramos seu corpo energético como um todo, servindo
para tratar qualquer sintoma que você tenha, seja caspa, colite
ulcerativa, conjuntivite ou varizes.
Basta
o remédio de fundo para o nosso tratamento?
Nem
sempre. Há várias linhas dentro da homeopatia. Os
homeopatas unicistas usam sempre só o remédio de fundo.
Os pluralistas acrescentam outros, que funcionam como “drenadores”,
ou para tratar o “terreno” do paciente”, que é
resultante de suas heranças genéticas, interagindo
com o meio ambiente. Os organicistas usam remédios originados
de órgãos saudáveis para estimular, equilibrar
ou inibir o órgãos doentes. Os complexistas usam complexos
homeopáticos específicos para cada patologia. Nós
usamos todas as linhas no nosso trabalho. Fizemos um curso unicista,
depois estagiamos com pluralistas e complexistas. Dependendo do
paciente e da doença que ele apresenta, nós escolhemos
que linha usar. Todas elas funcionam bem, quando bem indicadas.
É
possível tratar um paciente sem receitar o remédio
de fundo?
Em situações
muito específicas, sim. Por exemplo, o uso de Arnica montana
é aconselhado sempre que houver traumatismo com formação
de equimoses (aquelas manchas roxas de sangue na pele), mesmo que
não seja esse o remédio de fundo do paciente. No tratamento
de doenças “que vêm de dentro”, o remédio
de fundo deve ser sempre receitado. Às vezes nós não
conseguimos descobrir qual é o remédio de fundo de
um determinado paciente, senão após várias
consultas. Isso porque existem 3000 remédios na farmácia
homeopática. E nós não podemos prever quando
e quais informações nos levarão a ele. Pode
ser que essas informações sejam dadas na primeira,
na segunda, na quinta consulta.
O
remédio de fundo é sempre o mesmo durante toda a vida?
Alguns
homeopatas acham que sim. Na nossa opinião nós mudamos
com o tempo, de acordo com as experiências vividas, os erros,
os acertos. Da mesma forma que um problema pode nos modificar, a
solução desse problema também pode. Sendo assim,
nosso remédio de fundo pode mudar.
Como
podemos ajudar nessa busca?
Em primeiro
lugar, observando-se. Prestando atenção para aquelas
situações ou atividades sobre as quais você
não conseguiu falar durante nossas conversas. Anotando qualquer
coisa curiosa a seu respeito. As características mais diferentes
do comum são as que mais ajudam. Por exemplo, uma criança
gostar de doces não é importante, mas não gostar
de doces e adorar picles, é uma informação
de valor; ter uma dor de cabeça, ou de coluna, que melhora
com repouso, é comum, mas se é uma dor que melhora
com trabalho pesado, esportes ou dançando, isso tem grande
valor.
Sempre
que lembrar de algum detalhe, mesmo que você ache insignificante,
anote-o e discuta-o conosco.
E
o que é o processo de cura da homeopatia? O que significa
isso?
Quando
damos o remédio de fundo a uma pessoa, nós mexemos
profundamente no seu equilíbrio energético. Não
é possível prever com precisão, que rumo o
tratamento irá tomar, senão depois de algumas consultas.
O remédio homeopático estimulará as reações
de cura do seu organismo. É o próprio organismo que
irá se curar, pelo efeito de seu corpo energético
se reequilibrando.
Cada
pessoa tem uma forma própria de reagir aos estímulos
energéticos medicamentosos. Às vezes o sintoma que
trouxe o paciente ao consultório, não é o primeiro
a melhorar. O processo de cura costuma se fazer de dentro para fora
(primeiro melhoram as doenças mais internas), ou do mais
grave para o menos grave, ou de cima para baixo, mas essas são
regras gerais, que nem sempre acontecem.
Se interrompemos
o tratamento, interrompemos o processo de cura, fica a impressão
que o tratamento não estava adiantando. Pode até parecer
que havia piora do quadro, quando na verdade era o organismo que
estava manifestando uma reação positiva e necessária.
Não
parece muito fácil entender. Dê alguns exemplos.
Um paciente
pode simplesmente ir melhorando, até ficar bom. Alguns ficam
assintomáticos desde a primeira receita. Esse é o
resultado ideal.
Outros
pacientes vão espaçando mais os sintomas, diminuindo
a freqüência com que eles aparecem, até sararem.
Alguns
pacientes saram primeiro de umas doenças, depois de outras
e assim sucessivamente, até ficarem bem, sem queixas.
Há
pacientes que mantém muito tempo o mesmo ponto frágil,
mas adoecem de forma cada vez menos grave. Por exemplo, o que tinha
amigdalite purulenta sempre que o tempo mudava do quente para o
frio, durante um tempo passa a ficar apenas com a garganta vermelha
e dolorida durante a mudança climática.
Outros
ainda deixam de apresentar os sintomas que os trouxeram em consulta
originalmente, mas apresentam novos sintomas. É como se a
energia em desequilíbrio fosse se movimentando pelo corpo,
deixando vestígios ao longo de seu caminho. Por exemplo:
uma pessoa deixa de ter crise de asma e passa a ter, transitoriamente,
rinite ou dermatite alérgica.
As reações
desagradáveis (piora ou agravação dos sintomas,
sintomas novos que incomodam...) devem ser relatadas. Pequenas modificações
na prescrição são suficientes para atenuá-las
ou eliminá-las de vez.
E
o processo de cura tem um fim? É possível se ter alta
em homeopatia?
Sim,
é possível. A duração do tratamento
depende de vários fatores. A capacidade do paciente dar informações
sobre si mesmo, a cooperação para com as orientações
médicas, o tipo de doença que ele apresenta, a experiência
do médico naquele tipo de caso, a forma como as pessoas lidam
com as suas emoções, porém, o mais importante
e mais difícil de explicar, é a “profundidade”
da doença em nível de corpo energético.
Profundidade
da doença no corpo energético? O que é isso?
Podemos
simplificar dizendo que nossas doenças “que vem de
dentro” têm origem antiga. Foram se formando ao longo
de anos ou mesmo de gerações. Às vezes estão
muito “enraizadas”, demoram a reagir aos estímulos
energéticos medicamentosos. Nosso modo de viver pode também
“cultivar” nossas doenças, tornando ineficaz
qualquer forma de tratamento. Além disso, o uso constante
de tratamentos supressores, pode retardar ainda mais o equilíbrio
do corpo energético.
O
que são tratamentos supressores?
Nós
somos um todo e não apenas uma cabeça, um joelho ou
um fígado. Quando em desequilíbrio, nossa energia
“doente” irá procurar um lugar do corpo para
se exteriorizar. Esse lugar nós chamamos de “órgão
de choque”. Os tratamentos convencionais da medicina ocidental,
com alopatia e cirurgia, podem algumas vezes suprimir as doenças
em vez de resolvê-las. Você toma um remédio para
um determinado problema, ele desaparece. Mas a energia em desequilíbrio
que estava aflorando naquele órgão, impedida de se
manifestar por ali, irá procurar outro local para aparecer.
Vamos
dar um exemplo: uma criança que tem dermatite atópica
nas dobras dos cotovelos e joelhos, se usar com muita freqüência
pomada à base de cortisona, acabará ficando com a
pele sadia e poderá desenvolver crises de asma.
Esse
fenômeno é freqüente na prática médica.
Só não é mais notado, pelo fato da nossa medicina
ter se tornado, mais do que o necessário, uma medicina de
especialistas. Quando um especialista resolve um problema de um
paciente, quem vai tratar a doença que veio no lugar da antiga,
será provavelmente outro médico.
E
o que significa “a forma como as pessoas lidam com as suas
emoções”? Como isso pode interferir no tratamento?
Nós
já vimos que as emoções fazem aflorar tendências
genéticas que estavam adormecidas. Se conseguirmos lidar
com os problemas da vida de uma forma tranqüila, sem angústia,
será mais difícil desencadearmos ou alimentarmos uma
doença. A ansiedade, as mágoas, os rancores, a culpa,
a inveja, o ressentimento, os ciúmes, enfim, todos os sentimentos
intensos, freqüentes e duradouros, vão não só
fazer aflorar nossas tendências genéticas, como desenvolver
novas doenças, deformando ainda mais o nosso corpo energético,
preparando doenças futuras.
E
nós podemos fazer algo em relação a isso?
Sim.
Tudo o que você puder fazer para melhorar sua habilidade em
lidar com frustrações, com as dificuldades, será
profilaxia. Se você perceber que, mesmo com a melhora que
a homeopatia lhe traz, pequenos aborrecimentos ou preocupações
são capazes de levar a um retrocesso na evolução
do tratamento, está na hora de pensar em fazer uma abordagem
psicológica. Alguma forma de terapia psicológica que
seja adequada a você abordará a gênese das emoções,
e a homeopatia abordará os efeitos dela em seu organismo.
Precisamos
ter cuidados especiais com os remédios?
A medicação
homeopática origina-se da natureza, seja animal, vegetal
ou mineral, feita em diluições sucessivas a tal ponto,
que nem uma molécula original encontra-se no remédio,
apenas a energia que deles emana.
Então,
para tratarmos nosso corpo energético, usamos energia?
Isso
mesmo! Em função disso, toda fonte de energia vibratória
pode interferir na estabilidade do remédio. Ele deve ser
guardado em lugares protegidos do sol, da umidade e também
de substâncias que emanem odor, tais como perfumes, desodorantes
etc. O medicamento é sensível a temperaturas superiores
a 50 graus, ondas eletromagnéticas de televisão, microcomputadores,
microondas e raios X, devendo, portanto, estarem protegidos de tais
elementos.
Antes
de tomá-lo, certifique-se de que não há resíduos
alimentares na sua boca. Se possível espere quinze minutos
para comer novamente.
O
que devo fazer se ao iniciar o tratamento, ou quando houver modificação
na receita, eu piorar dos sintomas? É esperado haver piora
para só depois melhorar? Dizem que homeopatia é assim.
Depende.
Pode ser que a medicação não esteja fazendo
efeito nenhum e a doença esteja seguindo seu curso. Ou pode
ser o que chamamos de “agravação homeopática”,
que consiste justamente de piora seguida de melhora. Mas essa resposta
deve ser evitada, afinal, quem gosta de sofrer? Sempre que você
piorar com os remédios receitados, telefone para mim para
que eu possa julgar o que está acontecendo. Pode ser que
eu peça para você vir para conversarmos mais um pouco,
mas às vezes pequenas orientações dadas pelo
telefone resolvem o problema.
Se
depois da melhora os sintomas voltarem, isso significa que o tratamento
voltou à estaca zero?
Fique
tranqüilo. Não se trata disso. O tratamento homeopático
é um estímulo energético que eleva seu padrão
vibratório. Quando você mudar de padrão para
um melhor, a receita antiga perde a sintonia. Seria o mesmo que
tentar sintonizar uma rádio na estação errada.
Daí os sintomas podem até voltar, mas o caminho de
cura já terá sido percorrido em grande parte. É
só reajustar os remédios para a nova etapa do tratamento
que você perceberá que a melhora prosseguirá.
Quando
devo voltar em consulta?
Em princípio
você deve voltar ao consultório na data estipulada
na receita. Como regra geral podemos dizer que:
1. Se
você estiver tomando os remédios por 3 a 4 semanas
sem notar nenhuma diferença, deve fazer um retorno conosco.
2. Se notar
melhora, mas o efeito for insatisfatório ou muito fugaz,
não precisa voltar, telefone. Um pequeno ajuste na potência
do remédio deve ser suficiente.
3. Se
você tiver um resultado excepcionalmente bom, mas o efeito
declinar antes da data marcada para voltar, antecipe. Não
espere desaparecer completamente o benefício do tratamento.
Na dúvida,
telefone e conte o que está acontecendo com você. Nós
decidiremos juntos o que fazer.
Como eu devo me comunicar com vocês?
1. Pela internet – escreva-nos através do site. É para nós a forma mais prática, pois podemos consultar sua ficha antes de responder. Em qualquer ponto do site existe, no alto à esquerda, um ícone chamado Fale comigo. É só clicar em cima dele e escrever uma carta. Não esqueça de preencher o seu e-mail, pois só desse jeito poderemos mandar nossa resposta, o que costuma ocorrer em até 48 horas.
2. Pelo telefone do consultório – minha secretária anotará seu recado e eu entrarei em contato quando possível. Como ela cumpre tarefas dentro e fora do consultório, nem sempre estará próxima ao telefone. Deixe recado na secretária eletrônica. Assim ela poderá responder o seu chamado.
3. Pelo telefone celular – se você tiver pressa, telefone para o meu celular. Nesse caso, não se esqueça de que em um primeiro momento talvez seja difícil reconhecer seu nome ou sua voz, mas tenha certeza de que conversando você será lembrado. Se não pudermos resolver por telefone, acharemos uma solução. Se cair na caixa postal, não esqueça de deixar seu recado para sabermos que você está nos procurando. Deixe recado claro, falando lentamente e em voz alta. Não se esqueça de dizer seu nome e um número de telefone para que possamos ligar para você.
ATENÇÃO:
Não esqueça de anotar as orientações dadas por telefone. Anote o nome do remédio, a potência e o dia em que começou a tomar o novo remédio. Precisaremos dessa informação na próxima consulta.
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